Relação entre o bem-estar das aves de corte com a qualidade da carne consumida

O Brasil é um país extremamente relevante na questão de produção e exportação de carne de frango. Dada a relevância desse mercado, torna-se crucial garantir a qualidade do produto por meio de boas práticas de bem-estar animal e de nutrição.

O bem-estar animal busca prevenir abusos, dor e sofrimento por meio de práticas alinhadas às cinco liberdades dos animais: fisiológica, ambiental, sanitária, comportamental e psicológica, que foram estabelecidas pelo Farm Animal Welfare Committee (FAWC). O respeito a esses critérios não somente promove a saúde e a produtividade dos lotes, mas também impacta diretamente na qualidade da carne produzida. No entanto, entender sobre estas práticas permite ofertar à ave uma vida digna, com consequente resultados positivos tanto no desempenho como na saúde animal.

Assim, o manejo adequado das aves deve ser considerado em todos os processos da cadeia produtiva, cita Filipe Fernando, veterinário e gerente de marketing de aves e suínos da Boehringer Ingelheim. Ele completa que a alimentação, hidratação e a nutrição desempenham um papel fundamental na qualidade do produto e que é preciso ter atenção com as aves durante momentos de apanha e transporte, pois essas situações podem gerar estresse e até lesões nos animais, comprometendo assim tanto sua saúde como o produto final.  

Outro ponto que deve ser levado em consideração pelos produtores é o estresse térmico ao qual as aves podem ser submetidas. A exposição destas aves a temperaturas elevadas provoca uma série de respostas fisiológicas adversas. O aumento da temperatura corporal leva à aceleração da glicogenólise muscular, resultando na produção de carne com as características PSE (pálida, mole e exsudativa), como baixa retenção de água, texturas alteradas e menor vida útil devido à oxidação de proteínas e lipídios. Aliando a isso, o estresse térmico também pode comprometer o ganho de peso das aves,  impactando diretamente sobre seu bem-estar, aumentando o estresse oxidativo e resultando em uma carne de qualidade inferior, trazendo prejuízo ao produtor. No entanto, é fundamental que o produtor implemente práticas de manejo que reduzam a exposição das aves ao calor excessivo, como a melhoria da ventilação nas granjas e a adaptação do transporte às condições climáticas, complementa Filipe.

A estratégia do investimento no bem-estar animal não se limita ao campo da ética, mas esta também é fundamental para a prosperidade financeira do responsável pelas aves. A qualidade do frango é um reflexo direto das condições em que é criado. Ter a garantia de boas práticas e de uma alimentação saudável assegura que o produto tenha alta qualidade, com maior valor de mercado e aceitação do público.

Dessa forma, a importância do bem-estar dentro de toda a cadeia produtiva também é um ponto levantado pela Iniciativa MIRA Frangos. Estamos à disposição para conversarmos sobre os pontos críticos e traçarmos melhores estratégias para permitir maior qualidade de vida às aves. Segue nosso contato (contato@mira.org.br) e caso tenham interesse nos envie um e-mail, estaremos sempre dispostos a ajudar!.

Fonte: Adaptado Avisite, 2024. Disponível em: https://www.avisite.com.br/entenda-a-relacao-do-bem-estar-das-aves-de-producao-com-a-qualidade-da-carne-que-chega-a-sua-mesa/#gsc.tab=0

Adaptado Agrimidia, 2024. Disponível em: https://www.agrimidia.com.br/bem-estar-animal/entenda-a-relacao-do-bem-estar-das-aves-de-producao-com-a-qualidade-da-carne-que-chega-a-sua-mesa/

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