Como proceder com o controle de pragas e animais silvestres?

Trabalhar com aves de postura exige algumas tomadas de decisão por parte dos avicultores. Dentre elas, uma das mais importantes se refere a implantação de um bom programa de biosseguridade, uma vez que alguns sistemas de criação de aves usam práticas de manejo que nem sempre contemplam aspectos produtivos, sanitários e nutricionais. Com isto em mente, a adoção do programa de biosseguridade (Figura 1) é essencial para garantir a auto-sustentação do sistema, assegurando bons índices de produção e segurança dos alimentos. 

Uma das premissas desse programa é manter as aves livres de agentes de enfermidades, logo, deve-se trabalhar para reduzir o risco de infecções e evitar os meios mais comuns para disseminação de doenças nas granjas, dentre eles, podemos citar: a presença de insetos; roedores e animais silvestres. Granjas que prezam pela qualidade de seus produtos devem estar preparadas para atuar contra esses agentes não condizentes com as boas práticas de produção animal. 

No que se refere à medidas mais gerais e práticas que podem ser tomadas, pode-se destacar que a estrutura dos galpões deve ser a prova de pássaros e outros animais domésticos, por isso as edificações e demais aberturas (portas e janelas) devem ser bem teladas e, se possível, com presença de cercas e/ou barreiras vegetais ao redor da granja e/ou em cada galpão para não permitir a entrada desses animais. Também deve-se evitar o acúmulo de sujidades e excretas no interior das instalações por meio de um programa de desinfecção das instalações do galinheiro a cada intervalo entre lotes para manter o ambiente limpo e livre de insetos e parasitas. 

Ainda nessa perspectiva, remover restos de alimentos no piso do galinheiro, retirar a cama molhada e não permitir que as aves bebam de poças d’água no piquete são boas estratégias de manejo. Além disso, deve-se manter a vegetação ao redor da área de criação aparada e livre de entulhos. Adicionalmente, é necessário manter o ninho sempre limpo e tratar as carcaças de aves mortas para inativar patógenos e destiná-las para o descarte correto.

As granjas devem atuar também no controle de roedores, pois eles causam danos à estrutura das instalações, consomem a ração, contaminam as aves e o meio ambiente e atacam pintinhos recém alojados e aves jovens. Tais prejuízos podem ser contornados com medidas importantes como: realizar inspeções periódicas para eliminar locais de ninho e esconderijos, a limpeza no interior e exterior das instalações e o descarte imediato do lixo. Métodos de controle como o uso de armadilhas, ratoeiras e placas colantes também podem ser utilizadas. 

Em resumo, é vital realizar o devido monitoramento e agir com eficiência e rapidez contra as pragas e evitar perdas econômicas. Assim, ao implementar e manter boas práticas de produção baseadas em biosseguridade, os produtores podem minimizar o risco de doenças nas aves e contaminações em seus produtos. 

Por Aluno de Iniciação Científica : Anderson Costa de Oliveira

REFERÊNCIAS

DUARTE, S. C. et al. Recomendações básicas de biosseguridade para pequena escala de produção avícola. Embrapa Suínos eAves-Fôlder/Folheto/Cartilha (INFOTECA-E), 2020.

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