A Influenza Aviária ainda continua sendo uma doença de grande importância para o setor avícola, uma vez que recentemente, os surtos provocados por esta doença têm aumentado consideravelmente em todo o mundo.
No Brasil, de acordo com o Boletim publicado pelo MAPA, no dia 10/03/2025, foram encaminhadas 3779 amostras suspeitas da doença, com coleta de material de um total de 1033 casos suspeitos pelos médicos veterinários oficiais. Destes casos suspeitos, 3 casos tem resultado laboratorial conclusivo e os demais quando negativos são descartados e a investigação é encerrada.
Neste sentido, alguns passos são extremamente relevantes para evitar a disseminação desta doença, principalmente com relação à biosseguridade das granjas de aves. Assim, medidas rigorosas de higiene se aplicam a produtores, colaboradores e visitantes em função de reduzir a propagação deste vírus.
No geral, o vírus pode sobreviver por longos períodos em superfícies, exigindo revisões regulares de biosseguridade pelos profissionais e/ou responsáveis pelo setor, como a identificação de pontos de entrada, limitação de movimento de aves, pessoas, limpeza e desinfecção completa das granjas.
O vírus pode entrar no organismo da ave pelas vias respiratórias, como por exemplo, por gotículas contaminadas. Surtos de Influenza Aviária geralmente ocorrem no outono e inverno, quando aves migratórias, especialmente as aquáticas, migram para a Europa, Ásia e África. Essas aves podem carregar o vírus sem apresentar sintomas e espalhá-lo por meio da saliva, secreção nasal, penas e excretas.
Aves domesticadas podem ser infectadas pela Influenza Aviária por várias vias, como:
- Contato direto com aves infectadas (selvagens)
- Superfícies contaminadas, como equipamentos, instalações ou demais áreas circundantes
- Materiais infectados como calçados, roupas, caixas e ferramentas
- Veículos ou equipamentos de transporte contaminados
- Poeira transportada pelo ar de instalações infectados ou áreas adjacentes
- Pragas portadoras do vírus
- Ração e água contaminadas
Assim, é essencial seguir um protocolo de biosseguridade rigoroso para evitar a contaminação das aves. Etapas de limpeza e desinfecção são essenciais, como:
- Limpeza a seco: remova o máximo de material usando métodos mecânicos e manuais
- Limpeza úmida: lavagem de alta pressão com ou sem imersão
- Imersão em detergente: use o detergente para remover a sujeira persistente
- Lavagem: lavagem de alta pressão para remover a sujeira dissolvida
- Secagem: deixe as superfícies secarem, evitando a formação de poças
- Desinfecção: garanta a dosagem correta do produto e o tempo de contato
- Desinfecção de água potável: limpar e desinfetar a água consumida pelas aves.
Assim, a Influenza Aviária precisa ser prevenida usando métodos de biosseguridade, garantindo a saúde humana e animal.
Fonte: Adaptado Poultry World, 2025. Disponível em: https://www.poultryworld.net/health-nutrition/health/biosecurity-the-first-step-in-prevention-of-avian-influenza/
Aviste, 2025. Disponível em: https://www.avisite.com.br/status-da-influenza-aviaria-no-brasil-pelo-mapa-boletim-de-21-de-novembro-de-2024-0830-horas/#gsc.tab=0